ANTI-MARKETING

15/10/2014 01:19

Será o Anti-Marketing?

Neste multi - universo de produtos, marcas e propagandas, às vezes me pergunto se não se trata de um consumismo excessivo e degradante, seja para o consumidor ou meio ambiente.

Será que realmente precisamos de tanta variedade dos mesmos produtos e marcas? É importante que exista um mercado livre e aberto à concorrência, mas até que ponto ela é sadia para as empresas e o consumidor?  A diversidade é o reflexo do Universo, independentemente do contexto ou âmbito. É uma questão de equilíbrio: nem carência, nem excesso de produtos, mas o suficiente para nosso uso, usufruto, desenvolvimento e evolução.

Deveríamos começar a desenvolver em um mercado de livre-cooperativismo, ao invés do atual mercado de concorrência. Seria mais sadio que as empresas trabalhassem em conjunto, em busca de melhores soluções para seus clientes e para a sociedade, em vez de viverem em guerra na busca de obter maior atenção do consumidor por meio de promoções nem sempre verdadeiras.

Por que não visar a conquista de um espaço na alma e no coração do consumidor? Que para tanto a força seria desnecessária, assim como os bombardeios promocionais e “empurroterapia”. No lugar entraria o foco, carinho e valor pelo consumidor, estabelecido por uma relação de confiança e verdade.

O que você faz quando está assistindo seu programa de TV favorito e entra um comercial? Ou pior, quando entra um merchandising dentro do programa, justamente quando o assunto ou matéria está mais interessante? - Eu mudo de canal! Zapeio, zapeio, zapeio! É uma boa hora para ir ao banheiro, dar uma espiada nos filhos ou pegar a cerveja bem gelada... Estou cansado de propagandas e comerciais que me dizem muito pouco!

Por falar em cerveja, sinceramente, você escolhe a sua porque tem um monte de mulheres lindas e gostosas ao lado de garotões belos e sarados nos comerciais? Quantas vezes ao abrir sua cerveja apareceu ao seu lado aquele monte de mulher bonita? Se você é mulher, como se sente ao assistir comerciais que valorizam apenas sua beleza exterior? - Adoro mulheres bonitas, mas vamos lá, quando é que vamos valorizar as mulheres pelo que pensam, pelo o que sentem e pelos seus valores?

Eu bebo cerveja porque aprecio a bebida, que fica muito melhor ao redor de boa companhia. Então, por que não um comercial mais inteligente e que valorize o consumidor? Já assisti alguns comerciais de cervejas importadas muito inteligentes e interessantes - entre elas: Hineken, Guinness e Budwiser. (vídeos)

Há comerciais e propagandas que nos envolvem, nos tocam e chamam nossa atenção, não apenas pelos nossos instintos primários, mas pela nossa inteligência. Uma imagem positiva, demonstrando uma relação harmoniosa com o consumidor e meio ambiente. Você compraria um produto ao saber que a empresa fabricante polui o ambiente, trata mal seus colaboradores, não valoriza o ser humano e o capital intelectual da organização, se utiliza de mão de obra infantil ou escrava?

Mudando um pouco de assunto, o que você faz quando percebe que seu hidratante, ou qualquer outro produto em creme acaba? Joga fora? Experimente pegar uma tesoura ou estilete e abrir a embalagem. Ficará surpreso em ver quanto de produto ainda existe dentro da embalagem (mais ainda aquelas embalagens opacas que não vemos por dentro)! E você pagou por aquele “resto” de produto e já ia comprar outro ! Como se sente? Lubridiado? Eu também.

Por que os fabricantes não pensam em uma embalagem inteligente onde não se desperdiça produto nem recursos do ambiente e valorizem o nosso dinheiro e a nossa inteligência. Talvez você até pense, mas é claro que é interessante para indústria, pois ela ganha mais quando o consumidor acaba consumindo mais. Será que em pleno Sec. 21, podemos chamar isso de “ganhar mais”? Isso é o que chamo de lucro ruim ou inconsciente, pois ao longo do tempo tais empresas ferem o relacionamento com seus clientes além de causarem desperdício de recursos. Onde está a sustentabilidade?

Sabemos que o que faz um produto se diferenciar de outros, é sua qualidade, tradição ou inovação, sua composição, sua facilidade de ser  encontrado no mercado e percebermos sua utilidade, ou seja, o produto realmente serve para o que se propõe, ou seja, funciona.

Agora,  sem querer abusar de sua paciência, como você se sentiria ao saber que o produto X  que você costuma consumir é quase que o dobro do preço de um produto similar Y, com a mesma composição química ou elementos, mudando apenas a embalagem ou o rótulo da embalagem? Enganado? Feito bobo? Se a sua resposta até agora tem sido “sim”, então estamos juntos. Me dê sua mão, amigo consumidor.

Eu também! É óbvio. Eu questiono essa “inteligência ou estratégia de marketing”. Talvez tenha servido num momento de nosso desenvolvimento, mas agora não! Ou o produto , de forma transparente, agrega valor as nossas vidas, se propondo a ser uma solução para nossas necessidades, ou não serve mais. Vamos descartar, ou melhor não comprar!

Para finalizar. Prometo que são meus últimos comentários, mas eu preciso desabafar com alguém. O que falar das operadoras de telefonia celular onde pagamos uma assinatura de um pacote e se não usarmos todo aqueles minutos não podem ser revertidos em crédito na próxima conta? E que adianta um monte de benefícios na gratuidade de ligações se os celulares não nos mostram o quanto que está sendo usado em minutos para outros celulares de outras operadoras ou telefones fixos? Assim acabamos extrapolando o limite do plano e pagamos mais. Onde está a inteligência no serviço das operadoras? Por que não nos dar a autonomia no uso de nossa conta e aparelhos, conforme nossa possibilidade e situação?

TV a cabo. Por favor, não fique bravo, minha intenção não é de irritá-lo. Por que não podemos escolher os canais conforme nosso gosto e vontade e disponibilidade de tempo para vê-los? Tudo bem, pode até ser oferecido um pacote básico com um número mínimo de canais, mas que nós possamos escolher. Acabamos aceitando uma série de canais que nem assistimos!

Mas não para por aí. Quantas vezes você já assistiu, ou deixou de assistir, aos filmes, programas e séries por serem repetidos?E para piorar o pacote, além de programações constantemente repetidas, por que é que há comerciais ou propaganda paga por anunciantes se nós pagamos pelos canais? Tem alguma coisa errada aí! Estamos pagando pelos comerciais também?

Isso é que chamo de Pacote Anti-Consumidor e se o consumidor sai perdendo, qual a vantagem para as empresas fornecedoras? No final das contas clientes insatisfeitos comentam a situação com 8, 10, 12 pessoas...está na hora de desligar a TV com o meu controle remoto!

Será que o que comentei é  um absurdo ou faz algum sentido? Será que me tornei um Anti-Marketing? Ou será que se trata de uma prece de um consumidor consciente e inteligente, assim como você, em busca de ser respeitado e valorizado?

Não dê o controle remoto de sua mente e sua vida para ninguém! Assuma você o controle.Vamos abrir os olhos e construir um Mundo melhor. Começa com cada um de nós.

Por Ricardo Keller.

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