A NOVA CONSCIÊNCIA DO MARKETING E DAS ORGANIZAÇÕES

15/10/2014 01:04

 

Hoje, ser empresário ou um profissional de marketing bem sucedido, é muito mais que abrir seu capital, que vender produtos de qualidade potencializando o marketing mix(expressão cunhada por Neil Borden em 1950) ou os 4P´s (apresentado em 1960 por Jeromy McCarthy) obtendo lucratividade.

Já entendemos que se trata de vários P´s ( Phocus, Positioning, People, Providers, Post-Place, Protection), como muito bem ampliado pelo Francisco Madia (Madia Marketing School).É necessário agregar valor a toda a cadeia de distribuição, ou seja, todos os participantes, devem se beneficiar mutuamente, com sustentabilidade e compreensão dos novos consumidores, suas expectativas e como interagem com as marcas e comunidade.

O cliente deve estar no foco, claro, mas também os demais participantes e colaboradores que interagem nessa cadeia de suprimento. Um colaborador que faz ou vende um determinado produto, serviço ou solução, deve antes acreditar nele, consumí-lo, para poder divulgá-lo. Some-se a isso a efervescência das mídias sociais, marketing viral, marketiing boca-a-boca. Quer melhor indicação do próprio usuário?

Não basta mais pensar em termos de posicionamento, marca e diferenciação. É uma questão também de identidade, integridade e imagem (3i´s comentados no livroMarketing 3.0 de Philip Kotler), para conquistarmos o coração, a emoção dos consumidores, a ponto de se tornarem brand lovers, seguidores ou evangelizadores.

O marketing que gira em torno de 3 principais disciplinas, que são, gestão de produto, gestão de clientes e gestão de marcas, agora tem o desafio de além de agregar valor, atribuir significado , perceber e tratar o seres humanos como plenos, como integrais: commente, coração e espírito, não somente com o corpo.

Agora adentramos na era do conhecimento, num cenário globalizado, na era da participação e sociedade criativa, a qual se disponibiliza como co-criadora. “Essas três forças transformam os consumidores, tornando-os mais colaborativos, culturais e voltados para o espírito”, conforme Philip Kotler explica em sua obra. Esse conceito é muito bem explicado por Stephen Covey ( leia Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes e O 8º Hábito, da Eficácia à Grandeza).

É fundamental a percepção do desenvolvimento sociocultural e os impactos causados na sociedade, e obviamente no ambiente. As perguntas essenciais que sempre devemos fazer antes de qualquer projeto, O QUE?, POR QUE?, PARA QUEM?, QUANTO?, ONDE? E COMO?, devem se estender ou se integrar à consciência do que isso ou como isso vai realmente melhorar a vida das pessoas e o ambiente em que vivem.

Podemos dizer que é uma eco-consciência, ou indo mais além, sob uma visão holística “ecologia consciencial “, citando a Mestre Celia de Paula, Presidente da ONGIRELP (WWW.irelp.com.br), cujo trabalho terapêutico maravilhoso, percebendo o indivíduo como um Ser Integral, tem ajudado muitas pessoas e empresas a encontrarem seu equilíbrio, melhorando sua interação com pessoas inclusive no ambiente de trabalho, a viverem suas vidas e objetivos com mais saúde, disposição, vontade e alegria.

Phillip Kotler amplia a ciência do marketing para o Marketing 3.0, onde leva-se em contar os impactos na sociedade, assim como Peter Drucker sabiamente já percebia que as empresas bem-sucedidas não começavam seu planejamento pelo retorno financeiro, mas antes pela realização de sua missão, tendo como retorno financeiro a resultante de suas ações .

Entre tantos desafios que os empresários se vêm hoje, cabe a cada um, assim como a cada cidadão “ser a mudança em si que espera do mundo”, como foi pregado por Gandhi, ou seja, a responsabilidade é nossa, começa comigo, com você, com cada ser , cada indivíduo, assim como a ação. Não devemos esperar dos outros, dos governantes, dos líderes religiosos, tal ação, muito embora saibamos que eles deveriam estar liderando tal mudança.

Há muitos exemplos interessantes de pessoas, líderes, empresários, que já estão iniciando esse processo de mudança, a começar mudando a consciência, depois agindo em conformidade e em seguida, impactando positiva e construtivamente na vida das pessoas, na comunidade, contribuindo com um Mundo melhor. O conceito triple bottom line,viabilidade econômica, consciência ambiental e responsabilidade social tem sido bem empregado por muitos empreendedores, marcas, empresas.

É o caso de Muhammad Yunus, Fundador do Grameen Bank, de Bangladesh, a maior instituição de microcrédito do mundo, e vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2006, autor de O Banqueiro dos Pobres e Um Mundo sem Pobreza – A Empresa Social e o Futuro do Capitalismo, que várias empresas voltadas para o mesmo fim, ajudar os pobres a terem independência financeira, contribuindo assim com a fim da miséria.
Sua visão de sustentabilidade e seu legado é digno de nota e inspiração para nossos líderes:

“Minha posição sobre qualquer tipo de programa assistencialista é que ele tem de ajudar as pessoas a sair dele. Não acredito que um programa que mantenha as pessoas dependentes do assistencialismo seja uma boa solução. As pessoas que estão em dificuldades precisam de ajuda – e é responsabilidade da sociedade, do governo, tirá-las dessa situação. Mas o programa deve permitir que elas possam, gradualmente, em cinco ou dez anos, tornar-se financeiramente independentes.” Vide entrevista: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI16649-15366,00.html

Mercedes-Benz desenvolveu o SMART, com capacidade para 2 pessoas, motor que desliga quando o carro está parado e religa imediatamente quando você tira o pé do freio. Isso ajuda a diminuir e muito o consumo de gasolina, a emissão de CO2 e o espaço ocupado nas ruas, já que ele é 30% menor que os compactos comuns.

A revista Veja São Paulo apresentou uma matéria de capa sobre o trânsito na cidade de São Paulo. As ruas da cidade de São Paulo estão cada vez mais intransitáveis. Soma-se mais de 7 milhões de veículos, de grande a pequeno porte, circulando diariamente pelos mais de 17 mil km de asfalto. Se usarmos a média de 3 metros de comprimento por veículo, e se somássemos todos eles daria aproximadamente 2,1 milhões de quilômetros. Ou seja, 123 vezes mais do que cabe em nossas ruas.

Agora veja que paradoxal. Na época das carroças, tínhamos uma potência de apenas 1 cavalo, no máximo 2, e andávamos numa velocidade de 25 km/h. Hoje, com mais de 70 cavalos de potência em nossos carros chegamos a no máximo 18 km/h.

Esse é ponto! Quantos de nós, todos os dias, seguimos de nossas casas aos nossos escritórios dirigindo sozinhos carros que poderiam lebr mais 3 ou 4 pessoas?

É uma mudança de paradigma. Devemos usar a tecnologia e o capitalismo de modo consciente, ao benefício coletivo e ambiental ao longo prazo, de maneira sustentável.

Falando filosófica ou metafisicamente, precisamos compreender que o Universo é uma troca de energia, se por assim dizer, tiramos algo do meio ambiente (entenda-se os recursos naturais) devemos colocar algo em troca que mantenha o equilíbrio. Isso vale para nossas relações pessoais com familiares, amigos, com a sociedade, entre empresas e colaboradores, entre empresas e empresas, e assim por diante.

Veja que inteligente essa campanha da Levi’s® frente a um problema mundial: 1 em cada 6 pessoas no planeta -1.1 bilhão de seres humanos de verdade – não têm água limpa suficiente para beber. Todos os dias, 10.000 crianças com menos de cinco anos morrem de doenças relacionadas à água.

Levi’s® acredita que é importante agir, pois como ela mesmo se coloca “fazemos parte de uma indústria que depende da água. Um jeans Levi’s® comum precisa de 42 litros de água para ser tingido, lavado e acabado. Quando levamos um deles para casa, utilizamos água ainda mais para cuidar do nosso jeans, sendo 21 litros a cada lavagem. São 4 vezes a quantidade de água que uma pessoa em um país em desenvolvimento poderia usar por um dia inteiro para beber, limpar, comer e lavar.”

Uma solução encontrada, mesmo que para parte do problema, é o desenvolvimento dos jeans WaterLess™ que reduzem o uso de água em uma media de 28% por unidade – e até 96% para alguns estilos. A Levi´s vai mais longe, fornecendo água potável limpa para comunidades necessitadas em todo o mundo. E qualquer um pode contribuir nessa campanha, basta se inscrever neste link: http://www.levistrauss.com/sustainability/planet/water .

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milêncio (OMDs), que são 8 metas mensuráveis de 189 líderes mundiais, assumidas em setembro de 2000, devem ser cumpridas até 2015:
1. Erradicar a extrema pobreza e a fome
2. Atingir o ensino básico universal
3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres
4. Reduzir a mortalidade infantil
5. Melhorar a saúde materna
6. Combater o HIV/Aids, malária e outras doenças
7. Garantir a sustentabilidade ambiental
8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento

Onde sua empresa se encontra em relação a essas 8 metas? E você?

Por traz de cada empresa, ou produto, existe um motivo, uma razão, uma missão e um ser humano que e a construiu ou o projetou. Ou seja, em sua essência, há uma mente, um coração, uma inteligência. Assim para conseguirmos um resultado diferente precisamos mudar o que estamos fazendo ou o como estamos fazendo. É mudando a mente, a forma pensamento, que mudaremos os resultados e o mundo ao nosso redor.

Citando um grande Mestre, Lao-Tsé, “Uma longa viagem de mil milhas inicia-se com o movimento de um pé”.

Esse passo é individual, é uma escolha, ninguém pode fazer pelo outro. Começa dentro de cada um de nós. E você , é um ser consciente?

Juntos por um Mundo melhor!

 

Por Ricardo Keller

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